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Radar da semana: crédito restrito, preços em alta e jornada em debate

Vendas e locações mostram valorização, enquanto crédito, falta de trabalhadores e mudanças na jornada concentram as atenções da construção.

Por Redação Arktop•16 out 2026•3 min•736 palavras
Radar da semana: crédito restrito, preços em alta e jornada em debate

Os levantamentos publicados na semana mostram avanço das vendas de imóveis novos em São Paulo e alta nos preços de locação. Na construção, as restrições de financiamento e a escassez de trabalhadores acompanham a discussão sobre os efeitos da redução da jornada.

Crédito e ritmo da construção: O FGV Ibre projeta crescimento da construção acima de 0,5%, mas abaixo de 1% em 2026, com falta de trabalhadores e custos elevados limitando a atividade. Na indústria, cerca de 76% das empresas com dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo citaram os juros como barreira, segundo a CNI. Os recortes são distintos, mas mostram restrições financeiras tanto na atividade produtiva quanto no mercado habitacional. Na habitação, o FGV Ibre destaca a redução dos recursos da poupança e as dificuldades de crédito para a renda média fora do Minha Casa, Minha Vida.

Jornada, custos e contratos: O Senado aprovou a proposta de substituição da escala 6×1 pela 5×2, com preservação dos salários e redução gradual da jornada, condicionada à promulgação. A transição prevê 42 horas semanais e, depois, 40 horas. O SindusCon-SP estima aumento de cerca de 17% na folha de pagamento de obras residenciais e aponta riscos para entregas e viabilidade de contratos. São projeções da entidade, não efeitos já observados; sua posição também inclui a defesa de produtividade e industrialização como preparação para a mudança.

Vendas e preços residenciais: São Paulo vendeu 10.301 imóveis novos em julho, com alta mensal de 10,7%, enquanto os lançamentos recuaram 33,5%. O Minha Casa, Minha Vida respondeu por 76% das unidades comercializadas. Em outro levantamento, os preços anunciados de venda subiram em 95 bairros da capital, com as maiores altas na periferia. Os dados destacam a participação da habitação mais acessível, mas exigem atenção à composição da oferta: em bairros de alto padrão, imóveis menores ajudam a explicar quedas no valor médio anunciado.

Locação residencial e corporativa: Os aluguéis residenciais anunciados subiram 0,52% em setembro e acumularam alta de 9,13% em 12 meses, acima do IPCA de 4,58%. Nos escritórios de alto padrão em São Paulo, o aluguel médio atingiu o recorde de R$ 144,49 por metro quadrado. Os levantamentos mostram valorização em ambos os segmentos, embora a vacância corporativa tenha aumentado frente ao trimestre anterior e caído na comparação anual. No residencial, os dados retratam novas ofertas, não reajustes de contratos vigentes, e o retorno bruto estimado não desconta despesas nem vacância.

Contratações para reformas: Senai-SP, Sesi-SP e CDHU divulgaram licitações para intervenções em unidades de ensino, instalações esportivas e moradias em municípios paulistas. Os objetos abrangem impermeabilização, instalações, acabamentos e requalificação habitacional. O conjunto reúne oportunidades de execução de reformas e manutenção, com editais disponíveis nos sites das entidades e registro de preços da CDHU voltado a futuras contratações.

O que observar: • Os desdobramentos da proposta de jornada, cuja transição depende da promulgação, e as discussões sobre custos e equilíbrio dos contratos. • A evolução dos recursos para financiamento habitacional e a participação do Minha Casa, Minha Vida nas vendas e nos lançamentos. • Os prazos das licitações de reformas e do registro de preços para intervenções em moradias do Programa Viver Melhor.

Notícias da semana usadas no Radar: • Juros seguem como principal barreira ao crédito para a indústria (fonte: Agência CBIC) • Senai, Sesi e CDHU divulgam licitações para reformas em São Paulo (fonte: SindusCon-SP) • SindusCon-SP aponta riscos para custos e prazos com redução da escala 6×1 (fonte: SindusCon-SP) • Aluguel sobe menos em setembro, mas alta anual ainda supera a inflação (fonte: InfoMoney) • São Paulo vende 10.301 imóveis novos em julho; lançamentos recuam (fonte: SindusCon-SP) • Aluguel de escritórios de alto padrão chega a valor recorde em São Paulo (fonte: g1 Economia) • Senado aprova fim da escala 6×1 e redução gradual da jornada (fonte: SindusCon-SP) • Imóveis anunciados sobem em 95 bairros de São Paulo, com periferia à frente (fonte: InfoMoney) • Construção deve crescer acima de 0,5%, mas abaixo de 1% em 2026 (fonte: SindusCon-SP)

Radar da Redação Arktop produzido com IA a partir das notícias da semana, cada uma com a fonte citada. Imagem ilustrativa gerada por IA. Todas ficam na aba Notícias da Enciclopédia Arktop.

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